
CACHOEIRINHA - Em um marco para a educação municipal, a comunidade escolar da EMEB Presidente Costa e Silva reuniu-se na última sexta-feira (17/04) para definir as diretrizes operacionais da primeira unidade de Tempo Integral de Cachoeirinha. O encontro, que contou com a presença da Secretaria Municipal de Educação (SMED) e do Conselho Municipal de Educação (CME), ratificou o compromisso da gestão com decisões democráticas e participativas.
Ajustes Pedagógicos e Normativos
O foco central da assembleia foi o alinhamento do desenho curricular e dos horários de funcionamento ao Decreto Municipal nº 8.440/25 (a partir da página 6 do Diário Oficial). A diretora da instituição, Tatiane Zanatta Trombini, apresentou alternativas que visam equilibrar a carga horária obrigatória com a qualidade do atendimento aos estudantes do 1º ao 5º ano.
Após o debate, o Conselho Escolar apresentou e defendeu a proposta aprovada pela maioria:
> Segunda a quinta-feira: Jornada completa das 8h às 17h.
> Sexta-feira: Atividades das 8h às 12h (com almoço incluso antes do retorno dos alunos para casa).
> Planejamento Docente: As tardes de sexta-feira serão dedicadas ao planejamento coletivo dos professores, garantindo a excelência pedagógica necessária para o sucesso do modelo.
Impacto Social e Educacional
A transição para o tempo integral é vista pela mantenedora e pela comunidade como uma estratégia de transformação social. Mais do que estender a permanência no ambiente escolar, o projeto visa o desenvolvimento multidimensional do aluno, integrando as esferas intelectual, física e socioemocional.
Especialistas e gestores presentes destacaram que o modelo é uma ferramenta eficaz para:
1. Reduzir a vulnerabilidade social e a evasão escolar.
2. Elevar os índices de desempenho, com foco direto na melhoria do Ideb.
3. Promover a equidade, oferecendo acesso a atividades culturais, esportivas e tecnológicas que preparam o cidadão para os desafios da vida adulta.
Com a validação da comunidade, a EMEB Presidente Costa e Silva torna-se uma referência em gestão democrática, provando que a construção de uma educação pública de qualidade passa, necessariamente, pelo diálogo entre a escola e as famílias.



















